sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Iniciado período de "caça às bruxas": A CGADB abre processo de expulsão do Pr Efrain Moura.

O Pr Efrain Soares de Moura foi notificado hoje a responder processo administrativo que tem por finalidade expulsão do pastor por ter ingressado com ação durante o período eleitoral alegando ausência de desincompatibilização do candidato Pr José Wellington Junior.

Pr Efraim Moura, autor da ação contra a CGADB: Processo "super-rápido" de expulsão.


Como era de se esperar, especialmente sabendo da índole vingativa família Bezerra, o ano de 2018 inicia com um verdadeiro processo de "caça-às-bruxas", identificando um a um dos pastores que ingressaram com as 19 (dezenove) ações judiciais em todo Brasil contra a CGADB durante as últimas eleições em abril de 2017. 

O STJ determinou na Ação Incidental de Conflito de Competência nº 151.295 – RJ (2017/0051770-3) que todos os processos fossem reunidos no juízo prevento da Comarca de Madureira no Rio de Janeiro onde as ações estão tramitando em fase de julgamento do mérito. E mesmo sem julgamento transitado em julgado, a mesa diretora da CGADB iniciou agora uma verdadeira  perseguição seletiva contra os pastores que permaneceram na instituição. Muitos dos pastores que ingressaram com ações já saíram da CGADB para comporem a nova CADB criada no dia 02 de dezembro de 2017 em Belém do Pará e quem tem como presidente o Pr Samuel Câmara,  e portanto não podem mais serem processados. Por isso a fúria da CGADB se volta contra os que permaneceram. 

O processo administrativo iniciado já começa, como sempre, cheio de falhas jurídicas, visto que as ações ainda estão sub judice. Sem dúvida foi iniciado um processo administrativo sem o mínimo de imparcialidade, por não respeitar o direito de ação, que é um direito público subjetivo do cidadão, expresso na Constituição Federal de 1988 em seu art. 5º, XXXV: "a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito". O despacho do presidente da CGADB ao final,  já mostra que outros processos semelhantes serão iniciados nos próximos dias, e com ordem para que sejam apensados juntos tudo com o objetivo claro de celeridade mais rápida possível para executarem a expulsão dessa combalida instituição. Veja a peça acusatória na integra, e o andamento "super-sumaríssimo" de exclusão.















Fique atento à programação da CADB para fevereiro no Piaui








segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Posse do novo pastor da AD Zona Norte em Mazagão Novo

Aconteceu hoje  na Catedral da Assembleia de Deus Zona Norte a posse do Pr José Alves e sua esposa,  Missionária Daniele, que irão assumir o campo de Mazagão Novo a partir de agora. Quem realizou a posse foi o presidente da COMADEZON, Reverendo Dimas Dimas Leite Rabelo. Ficam nossos votos e apoio a este casal para que conduzam aquele campo com muita garra, trabalho e união, tudo dentro da vontade de Deus.


domingo, 14 de janeiro de 2018

CADEESO tem novo presidente: Pr Arnaldo Candeias.



Em disputa eletrizante, a CADEESO elege seu novo presidente para o quadriênio 2018-2021, Pr Arnaldo Candeias. 

O plenário da CADEESO -  Convenção das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo e Outros, elegeu na tarde de sábado, 13/01, a nova Mesa Diretora e o Conselho Fiscal para a gestão do quadriênio 2018-2021.  A eleição ocorreu durante a realização da 109ª AGO – Assembleia Geral Ordinária no templo da Assembleia de Deus, em Aribiri, Vila Velha (ES). Foi eleito com 630 votos o pastor Arnaldo Candeias, com uma diferença de 120 votos a frente do ex-presidente pastor Oscar Moura. Arnaldo Candeias é líder da AD em São Torquato, Vila Velha tem 84 anos, é casado com a irmã Maria Candeias e atuou em diversos cargos na CADEESO desde 1977.

Confira a nova diretoria da CADEESO.

• Presidente: Pr. ARNALDO CANDEIAS
• 1º Vice-Presidente: Pr. DIONÍSIO ALVES
• 2º Vice-Presidente: Pr. DÉLIO NASCIMENTO
• 3º Vice-Presidente: Pr. PEDRO LIRIO
• 4º Vice-Presidente: Pr. RENATO BRUM
• 1° Secretário: Pr. GEZIEL NASCIMENTO
• 2º Secretário: Pr. RICARDO RESENDE
• 3º Secretário: Pr. JASMIRO MARTINS
• 4º Secretário: Pr. DANIEL ALMEIDA
• 1° Tesoureiro: Pr. WALTER AVELINO
• 2º Tesoureiro: Pr. NOEL DE OLIVEIRA
• 3º Tesoureiro: Pr. SÉRGIO RAMOS
• 4º Tesoureiro: Pr. WALDIR MARCOLINO.

Conselho Fiscal

• Ev. RONNY OLIVEIRA
• Ev. ROGÉRIO CARNEIRO
• Pr. SEBASTIÃO ANILTON INOCÊNCIO (Niltinho, cantor)
• Pr. ISAIAS MÁRIO PEREIRA
• Pr. AMÂNDIO ALMEIDA
• Pr. JOÃO VALERIANO
Mais informações publicaremos na edição impressa do Jornal Anoticia que volta a circular.


Plenária da CADEESO reunida para eleição da nova diretoria 

Quem é o novo presidente?

Pr Arnaldo Candeias encabeçou a chapa denominada de "Juntos somos mais fortes" com promessas de renovação e mudanças. Pr Arnaldo Candeias iniciou sua trajetória eclesiástica em 1964 na Assembleia de Deus em Guarapari como Diácono. No ano seguinte foi solicitado consagrado ao presbitério, e em 1970 ingressou na CADEESO como Evangelista, sendo em 1977 ordenado ao ministério pastoral. Em 1992 recebeu a grande responsabilidade de assumir a presidência da Assembleia de Deus em São Torquato, substituindo o ilustre Pr Yolete Pirassununga Ribeiro, e até hoje é o seu presidente. O Pr Candeias começou seus tabalhos como diretor da CADEESO no ano de 1977 ocupando um dos cargos na tesouraria, e desde então vem tralhando com o esforço e dedicação em prol do desenvolvimento da igreja e seus membros, por onde ser estende a jurisdição da convenção, sendo atuante até os dias de hoje. Era o primeiro vice presidente até esta eleição de ontem (13) quando, eleito, passou então a assumir a presidência.





Matéria: Pr Gesiel Oliveira 
Fotos: Pr Alexandro Costa

sábado, 13 de janeiro de 2018

AD Missão Apostólica da Fé realiza o credenciamento de seus ministros junto à CADB.


Mais do que uma cerimônia de ingresso oficial na CADB, um verdadeiro culto de Celebração, foi esse o sentimento que dominou essa manhã no histórico templo da Assembleia de Deus em São Cristóvão, 338 no Rio de Janeiro. A Assembleia de Deus Missão Apostólica da Fé, Ministério de São Cristóvão e igrejas aliançadas inscreveram seus ministros e ministras na Nova Convenção da Assembleia de Deus no Brasil - CADB numa festa inesquecível!


A igreja é presidida pelo Apóstolo Jessé Maurício, a mesma que foi fundada pelo Missionário Sueco Gunnar Vingren em 1924, sendo portanto um dos campos mais antigos do Brasil. A igreja de São Cristóvão tem dezenas de congregações e centenas e pastores que agora vão somar com os milhares que compõem a nova convenção nacional. O Pr Jessé Maurício é filho do saudoso Pr. Tulio Barros.


Apóstolo Jessé Maurício 

A Assembleia de Deus de São Cristóvão deu origem ao ministério de Madureira (Paulo Macalão foi um dos primeiros crentes e secretário dessa igreja), Penha (hoje Assembleia de Deus Vitória em Cristo), Lapa e Leblon, entre tantas outras. André Bernardino, pioneiro do trabalho assembleiano em Santa Catarina, converteu-se e cooperou em São Cristóvão antes de retornar a Itajaí, e ali organizar a igreja em 1931.

Os principais missionários suecos no Brasil como Gunnar Vingren, Samuel Nyström, Nils Kastberg, Otto Nelson, e Nels Nelson dirigiram essa igreja. Pastores pioneiros como Francisco Pereira do Nascimento, Alcebiades Pereira Vasconcelos, José Pimentel de Carvalho e o grande nome do jornalismo assembleiano Emílio Conde contribuíram para o crescimento desse ministério. O Mensageiro da Paz e a CPAD iniciaram seus trabalhos e impressões nas dependências de São Cristóvão. O primeiro Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical (CAPED) foi realizado nessa igreja. Enfim, essa igreja como nenhuma outra, contribuiu para modelar e expandir o pentecostalismo no país. As Assembleias de Deus no Brasil tem uma dívida histórica para com São Cristóvão.


Assim a CADB está resgatando e  trazendo a baila esse parte da história que muitos desconhecem, por isso a igreja em São Cristóvão tem essa importância nesse processo de redescobrimento de suas origens. Avante servos do Senhor! Veja algumas fotos do evento:
























sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A Assembleia de Deus: quanto mais se divide mais se multiplica.

Lembro com muita nostalgia de um tempo em que o maior perigo dentro da Assembleia de Deus era assistir TV, jogar futebol (para os homens), e cortar o cabelo (para as mulheres). 


Eram os idos de 1980, num mundo onde não tínhamos celulares, computadores, internet, videogames modernos, e muito menos redes sociais. Os recadinho dentro de sala de aula eram repassados de mão em mão até o destinatário. As meninas, quando mostravam interesse, davam o seu diário para os meninos “assinarem" e escreverem frases e cantadas galanteadoras. 


Dentro das igrejas a reverência era grande. Não podíamos, em hipótese nenhuma, entrar na igreja chupando uma menta, conversar (mesmo que rapidinho) com outra pessoa, ou tomar Santa Ceia se tivesse jogado uma partida de futebol durante a semana. 



Pioneiros pastores da primeira convenção do Amapá, CRADAP. Ano: 1978


Aliás, existiam diáconos e presbíteros que faziam papel de “arapongas” do pastor da igreja e traziam o relatório completo com a lista para a disciplina dos jovens que jogavam futebol ou iam ao cinema. 


Os hinos mais tocados nas rádios eram do Ozeias de Paula, Álvaro Tito, Shirley Carvalhaes, Sophia Cardoso, e outros. As letras dessas nostálgicas canções falavam (dentre outros assuntos espirituais) sobre corte de cabelo, condenavam a fornicação, sobre o tamanho da saia das irmãs, fazendo nosso povo cantar e aplaudir, mesmo sem às vezes  entendermos o que cantávamos. 

Lembro que minha avó me colocava para orar ao seu lado por 40 minutos antes de começar o culto de oração e doutrina; era costume naquela época. Nós não podíamos em hipótese algum faltar a Escola Dominical, que começava às 8h em ponto. 


Eu fazia parte de uma grande família de 6 irmãos, e como dava preguiça na hora de levantar, meu pai (de saudosa memória), que também era pastor, bem cedo aos domingos colocava em nossa eletrola (!) aqueles discões de vinil, tipo bolachões, com a voz muito aguda de Álvaro Tito (o hino “Não há barreiras”), ou a voz grave e tronitrante de Ozéias de Paula, tudo com o o propósito de  “torturar” e nos tirar da cama, para irmos à EBD.  A estratégia sempre dava certo. 


Acabei, com o tempo, virando fã desses cantores, e até hoje esses hinos estão impregnados nas minhas mais saudosas lembranças.


Não se podia cantar hinos mais ritmados, porque o pastor proibia. Haviam igrejas que separavam homens para um lado e mulheres para outro. O pastor quase que chegava a usar uma régua para medir o comprimento do cabelo das irmãs do círculo de oração e do conjunto de jovens. As vigílias eram de orações mesmo, e não de cânticos e “pula-pula” a noite toda. Ninguém falava em convenções e nem em disputa por cargos. Vez por outra a fita k-7 do play Back enrolava no cabeçote do gravador, e a "irmã" passava vexame na hora de cantar (a menos que a banda da igreja estivesse a postos para socorre-la).



Primeira congregação da Assembleia de Deus no Amapá. Ano: 1963

Muitas vezes, o irmão músico ficava tentando pegar a nota no violão, acabava  o hino e o irmão não conseguia acompanhá-lo, mas ninguém se incomodava. Lembro-me que certa vez um amigo meu foi disciplinado no culto de segunda-feira, porque simplesmente viajou e não deu satisfação para o pastor. 


Era um tempo em que o pastor tinha tanta influência nas famílias, que ajudava até a escolher quem iria casar com os filhos dessas famílias. A figura do pastor era respeitada. A maioria dos pastores que dirigiam as igrejas nos interiores não vinham de seminários ou faculdades. Eram forjados pela experiência e trabalho na seara do Senhor. A “doutrina” era dura e inflexível.


Muitos desses pastores mal sabiam escrever o nome, mas quando abriam a boca para anunciar o evangelho de Jesus, o céu descia sobre a Igreja e nossa alma transbordava de alegria e edificação celestial. 


Eram verdadeiros homens de Deus escolhidos a dedo para uma obra que poucos desejavam ou estavam dispostos a seguir. O pastor era uma autoridade tão grande e respeitada naquela época, quanto o prefeito, o juiz ou delegado nesses pequenos municípios interioranos. 


Hoje boa parte de tudo isso só existe na memória de quem viveu esses tempos. Muita coisa mudou. Não posso concordar com tudo como era antes, mas também não posso dizer que exterminar todas essas práticas e costumes da nossa igreja original foi bom para a nossa vida espiritual. Temos uma identidade Assembleiana!  


A questão é que em um país de dimensões continentais, cada região guarda as suas peculiaridades, que tornam a Assembleia de Deus a maior denominação Evangélica do Brasil, com uma variedade de costumes, tradições e com uma verdadeira cultura cristã característica, criada pela adaptação à variedade regionais e culturais. 


Os pastores hoje são menos respeitados, em parte, em razão da multiplicação abundante “a rodo” e sem critérios dessa função tão importante e meritória, principalmente para fins eleitorais em algumas convenções. 


A Assembleia de Deus se subdivide em uma miríades de segmentos de norte a sul deste vasto Brasil, e não há que se falar em uma igreja que seja mais santa que a outra. O que existem são costumes locais que são diferentes, simplesmente por não termos uma tábua de padrão consuetudinária e eclesiásticas, e isso deve ser respeitado.  


A Assembleia de Deus é,  e sempre será,  uma igreja que expressa a riqueza e variedade de um país tão extenso. É essa riqueza, que a faz forte e firme. É por isso que quanto mais ele se divide em outros segmentos, mais se multiplica. Um fenômeno raro, e que contraria as fórmulas matemáticas e a própria compreensão humana.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Assembleia de Deus de Rio Branco se desliga oficialmente da CGADB e da Ceimadac.

O Pr Luiz Gonzaga cita necessidade de “reforma espiritual”



Assembleia Geral reunida ontem (9) para decidir sobre a saída da CEIMADAC e da CGADB

Agora é oficial. A Assembleia de Deus do 1º Distrito de Rio Branco não pertence mais às convenções estadual e nacional da denominação religiosa.

A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária na noite de ontem, terça-feira, 09.01, no templo sede da entidade, na rua Antônio da Rocha Viana, no bairro Vila Ivonete, em Rio Branco, pelo voto unânime da igreja.

A tradicional igreja deixa a CGADB e a Ceimadac para se filiar, depois de 75 anos, à CADB (Convenção das Assembleias de Deus no Brasil), entidade eclesiástica fundada no dia 02.12.17 em Belém do Pará, na chamada “igreja mãe” da instituição no Brasil. A CADB é comandada pelo pastor Samuel Câmara e conta com pelo menos 20 mil pastores já inscritos. Mas esse número deve aumentar com mais adesões Brasil afora.


No longo culto, que foi conduzido pelo Pastor Luiz Gonzaga de Lima, presidente da Assembleia de Deus no 1º Distrito, também foram apresentados os líderes de congregações, departamentos da instituição e pastores das chamadas regionais da igreja, um rito que ocorre anualmente na primeira semana de janeiro.

A votação foi presenciada pelo pastor Pedro Abreu de Lima, presidente da Convenção de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Acre, e seus auxiliares, que permaneceram no culto, do início ao final, sentados em bancos reservados para obreiros.

O pastor Luiz Gonzaga direcionou seu extenso sermão para temas relacionados a religiosidade e o que ele chama de “denominacionalismo”.


Pr Pedro Abreu (Atual presidente da CEIMADAC)  esteve presente com seus pastores. Ele diz que vai ingressar na justiça contra decisão da Assembleia Geral da AD de Rio Branco 

Citou diversas passagens bíblicas, entre elas a que afirma que “as portas do inferno não prevalecerão contra o avanço da igreja”.

“Religiosidade e denominacionalismo, estes sim são manipuláveis. A preocupação de Deus é com a igreja dele. Convenção é uma associação de pastores, e a CF garante a qualquer membros destas instituições saírem ou permanecerem pelo tempo que acharem convenientes”, afirmou Gonzaga.

O sermão de Luiz Gonzaga foi um misto de mensagem bíblica com desabafo. Ele lembrou que durante o tempo em que esteve na presidência da Ceimadac não havia a “politicagem” que há atualmente na entidade.

Também chegou a citar o exemplo do regime chavista da Venezuela ao fazer um paralelo sobre a manipulação do sistema eleitoral/político/eclesiástico que há na CGADB e Ceimadac. “Desde Hugo Chavez o sistema de governo da Venezuela é manipulado, mesmo se declarando como um regime democrático.”

O presidente da Assembléia de Deus se referiu a Reforma Protestante para justificar o desligamento. Para ele, a igreja, apesar de admitir, parece ter medo de uma reforma.

“Pense num povo que tem medo de reforma somos nós. Gostamos muito de fazer seminários sobre Reforma Protestante, mas temos medo de reforma”, lembrou.


Enquanto a CGADB se desmancha Brasil afora, o presidente interlocutorio da CGADB está de férias com a família, sem data prevista para retorno.


Fonte: a24horas 

Bolívia quer criminalizar a evangelização e Evo Morales impõem Novo Código Penal que legaliza o aborto e impõem censura à imprensa

Lideranças evangélicas e católicas da Bolívia estão denunciando a tentativa do presidente Evo Morales criminalizar a evangelização. O “Novo Código do Sistema Criminal” boliviano, proposto em dezembro e que deve ser aprovado em breve, trouxe uma série de mudanças na legislação, visando se conformar à visão bolivariana de sociedade.



Presidente Evo Morales: perseguição às igrejas 

Bispos católicos e pastores de diferentes igrejas evangélicas chamam atenção o artigo 88, que prevê com prisão de sete (7) a doze (12). O problema é que seu 12º parágrafo caracteriza como crime “o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto”.

Nesta segunda-feira (8), centenas de evangélicos fizeram manifestações na capital La Paz. Além dos líderes religiosos, também protestam os advogados e os jornalistas. Eles denunciam que o Novo Código do Sistema Criminal acaba com a liberdade de imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação”. Na prática, eles preveem prisão para quem fizer denúncias contra o governo e os políticos bolivianos. O argumento central do governo boliviano é que a liberdade de expressão (seja ela religiosa ou na imprensa) é uma “concessão de Estado”. Esse é um pensamento típico das ditaduras, que aproxima mais ainda a Bolívia da Venezuela, que compartilha do mesmo ideal “bolivariano” – que nada mais é uma forma latino-americana de comunismo.

Um grupo de representantes da associação Igrejas Evangélicas Unidas revelou que fez um ato em frente ao Palácio do Governo e à Assembleia Legislativa, que deverá aprovar em breves dias as mudanças propostas por Evo Morales. Eles divulgaram uma declaração onde exigem “a revogação total do Novo Código do Sistema Criminal”.

Susana Inch, assessora jurídica da Conferência Episcopal Boliviana (CEB), disse que “Há uma forte preocupação na Igreja Católica e em todas as instâncias religiosas por causa do conjunto de leis que estão gerando ambiguidades, onde os direitos fundamentais das pessoas podem ser afetados… resultando em uma perseguição injustificada”.


Campanha de oração

Segundo os pastores, o artigo 88 dá margem a interpretações de que qualquer atividade de evangelização seja criminalizada. Também dizem que isso inviabiliza o trabalho com pessoas que recebem nos centros de recuperação de alcoolismo e dependência de drogas dirigido por religiosos.

As propostas da nova lei contradizem o artigo 4 da Constituição da Bolívia, que prevê a liberdade de culto. No entendimento dos líderes religiosos, toda manifestação fora dos templos estaria sujeita à censura, o que impediria, por exemplo, retiros de igrejas, procissões ou caminhadas do tipo “Marcha para Jesus”.


Chamam a atenção também para as “restrições à realização de atividades em grupo”, contempladas na nova legislação, que poderia resultar na intromissão do governo nas atividades das igrejas, como cultos.

O pastor Miguel Machaca Monroy, presidente das Igrejas Evangélicas de La Paz, acredita que a formulação desta lei os impedirá de pregar e evangelizar nas ruas. Por isso, eles estão fazendo uma campanha de oração e jejum em favor do país.

A liderança da Assembleia de Deus da Bolívia emitiu um pronunciamento, dizendo que o país se encontra em uma “situação de emergência, que pelo visto é gravíssima”. Os pastores também são contrários ao artigo 157, que legaliza do aborto. Com informações de La Razón e Los Tiempos - Gospel Prime. 


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Grupo de pastores da Ceimadac a um passo de sair da CGADB para vir somar com a CADB.

No mês em que completa 75 anos de fundação em Rio Branco, a Igreja Assembleia de Deus no 1º Distrito da capital, considerada a maior denominação evangélica do Acre, vive um contexto de polêmica e controvérsias por causa da eventual saída de um grande grupo de pastores do   Ceimadac (Convenção de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Acre) e também dos quadros da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil).


Comandada pelo pastor Luiz Gonzaga de Lima, a igreja em Rio Branco está prestes a migrar para a CADB – Convenção das Assembleias de Deus no Brasil – recém-fundada pelo pastor Samuel Câmara, que também é presidente da entidade, com pelo menos 20 mil pastores já inscritos. A sede nacional da CADB fica em Belém do Pará, lugar onde a denominação foi fundada em junho de 1911. A saída, que já é dada como certa, será definitivamente decidida em assembléia geral extraordinária na noite desta terça-feira, 09, no templo sede da igreja, na avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco. 


Pr Luiz Gonzaga de Lima 

Internamente, o assunto gera polêmica. O tema vem sendo tratado pejorativamente como “racha” pelo presidente da Ceimadac, pastor Pedro Abreu de Lima. Em “nota de repúdio e esclarecimento”, Pedro Abreu e seus auxiliares da Convenção das Assembleias de Deus no Acre, aconselham aos “assembleianos” a votarem contra o desligamento da AD da convenção.


Pr Pedro Abreu de Lima 


A priori, Luiz Gonzaga não quer dar declarações. Prefere esperar para falar após o resultado da assembléia geral desta terça. Já Pedro Abreu se antecipa e não descarta a possibilidade de entrar na Justiça para vetar a saída da igreja em Rio Branco da entidade comandada por ele. “Nosso jurídico está analisando. Sem confronto”, diz. Todos sabem que o assunto na verdade vai muito além da tal “unidade”, há outro prejuízo para a Ceimadac: a queda na arrecadação financeira


Os bastidores da Convenção da  Assembleia de Deus no Acre:


Não é de hoje que Luiz Gonzaga e Pedro Abreu disputam poder na Assembleia de Deus do Acre. A briga entre ambos começou lá atrás, quando Luiz Gonzaga perdeu a presidência da Ceimadac para Pedro Abreu, que também preside a Assembleia de Deus em Senador Guiomard. Envolve um emaranhado de interesses que passa não só pela política eclesiástica. Vai bem além. 

Mas o enredo local dessa guerra é bem menor, proporcionalmente, que a disputa nacional. Samuel Câmara, depois de sucessivas derrotas decorrentes de supostas manipulações de resultados nas eleições da  CGADB (que geraram dezenas de ações judiciais) resolveu, incentivado por uma grande base que iniciou a ideia, criar a CADB em Belém/PA no dia 02/12/2017. Enquanto isso, depois de quase três décadas comandando a CGADB, o Pr José Wellington Bezerra da Costa, hoje com 83 anos, passou o comando para o seu filho José Wellington Junior. Contudo, ficou na presidência da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil). Essa foi a gota d’água que faltava para que um nova convenção nacional surgisse. Muitas outras lideranças em diversos estados também estudam se desvincularem da CGADB, enquanto isso o seu atual presidente está de férias, sem prevista para retorno. 


Fonte: Luciano Tavares - ac24horas